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As informações sobre saúde contidas neste site não pretendem substituir a consulta ao profissional médico. Cuidar-se de forma preventiva é sempre a melhor forma de preservar sua saúde.



Dr. Paulo Gusmão
Angiologia e Cirurgia Vascular


Previna-se contra a trombose
O simples uso de meias elásticas pode ser a solução para um problema que atinge 10 em cada 1.000 pessoas
Trombose é diferente de varizes, bem menos grave.

O médico Paulo Gusmão alerta sobre a necessidade de prevenir contra a ocorrência de trombose venosa profunda

Antes de uma cirurgia extensa, especialmente quando a intervenção ocorre na região do abdômen baixo e exige longos períodos de repouso, são necessários cuidados preventivos importantes para evitar o surgimento de uma doença bastante grave e pouco divulgada: a trombose venosa profunda. Ela acomete as veias, principalmente as das pernas, obstruindo-as e formando coágulos, que podem migrar até o pulmão pela circulação sangüínea, causando embolia pulmonar – quando o coágulo se aloja no pulmão, impedindo a respiração –, muitas das vezes fatal. Esse tipo de trombose também pode ocorrer por causa do uso de contraceptivos orais ou por tendência genética.

"A trombose venosa profunda tem incidência maior naquelas pessoas que ficam acamadas por muito tempo, fazem cirurgias ortopédicas de grande porte, cirurgias extensas, ginecológicas. Ocorre mais freqüentemente na panturrilha, a batata da perna. Nem todo caso leva à embolia pulmonar, mas se não tratada pode levar a óbito. É aquela doença quando as pessoas costumam contar que fulano estava bem, de repente morreu na porta do quarto", afirma o médico angiologista e cirurgião vascular Paulo Gusmão.

Pessoas que fazem viagens longas de avião, com mais de seis horas de vôo, também precisam se prevenir contra essa doença e uma das formas de fazer isso é procurar caminhar diversas vezes pelos corredores do veículo. O médico informa que a trombose venosa não tem ligação com as varizes, problema que acomete as veias superficiais da perna, muito menos grave e que não traz nenhum problema quando tratada a tempo. É preciso enfatizar que nem toda dor na perna é trombose venosa. Os sintomas dessa doença são bem característicos e o diagnóstico é feito a partir da dor, que é aguda, pode ser apenas na panturrilha ou em toda a perna, que geralmente fica muito inchada. "Se a pessoa está deitada, acaba nem percebendo essa mudança. As veias profundas da perna ficam entupidas, o sangue não circula e não consegue voltar ao coração, mas quando a pessoa se levanta esse coágulo se solta e pode ir ao pulmão, por isso a importância de prevenir-se", disse Gusmão.

O problema pode atingir homens e mulheres, de qualquer idade, inclusive atletas, e há relatos também de ocorrências em crianças, principalmente após picada de cobra. Essa incidência é relativamente alta, em torno de 1% para cada 1.000 pessoas. A prevenção é feita antes das cirurgias de grande porte, principalmente as ortopédicas, quando o paciente deve tomar o cuidado de usar medicamentos anticoagulantes, indicados previamente pelo médico responsável, e usar também meias elásticas, que fazem a compressão das pernas. Pessoas que usam contraceptivos orais ou têm casos da doença na família, devem ficar atentas às dores nas pernas e procurar um médico para fazer exames.

Em geral, os grandes hospitais já oferecem um kit preventivo ao paciente que irá passar por grandes intervenções cirúrgicas. Neste material, ele recebe inclusive as meias elásticas. "O nome trombose geralmente é estigmatizado, causa certo temor nas pessoas, mas na prática médica a obstrução de qualquer veia em qualquer lugar do corpo é chamada de trombose. Pode ocorrer desde o dedinho da mão e não acontecer nada, quanto numa artéria coronariana e provocar enfarte", alertou o médico. Ele informa que o quadro da trombose venosa profunda é reversível. Quanto antes constatado, o problema é de fácil tratamento. O diagnóstico pode ser feito por um clínico geral ou um angiologista. Gusmão afirma que o tratamento não fará a veia canalizar novamente, mas irá prevenir contra a ocorrência de embolia pulmonar. As seqüelas da doença são perna inchada, de acordo com a extensão do problema, e somente em casos de extrema gravidade, que são muito raros, pode levar à amputação.

O trabalho de manipulação passiva feita por um profissional de Fisioterapia em pessoas acamadas é importante na tentativa de diminuir a incidência dessa doença.

Dr. Paulo Gusmão
Angiologia e Cirurgia Vascular
Telefone: (19) 3426-3377